domingo, 3 de novembro de 2013

Desbotando


Nem aguardei num cartão poesia, pois
de ti esperava qualquer prosa
que me explicasse depois
o motivo de entregar-me esta rosa.

Chegou-me assim:
meio desbotada, talvez dissimulada,
um pouco de tudo e de cada
para combinar com a essência 
do tudo e do pouco que recebeste de mim.

Pétala a pétala, dia a dia
semana a semana, mês a mês...
Com toda graça se esvaía 
o amor que um dia se fez. 

Despedindo-se com a leveza 
de cada brisa a soprar.
Como poderia eu não ver beleza
naquele adeus tão singular?

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